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sábado, 9 de novembro de 2013

Ah! Se eu pudesse...



Ah! Se eu pudesse… ter-te por mais uns minutos e recortar-te das sombras dos dias que demoram em mim! Se eu pudesse dizer-te que não quero que vás, que não quero deixar-te, que não quero perder-te nas vielas que se esgueiram à procura do mar.
 
Ah! Se eu pudesse segurar as tuas mãos e guiar-te pelos caminhos que o meu corpo esconde atrás da neblina desta manhã. Ah! Se eu pudesse olhar o fundo dos teus olhos e prometer que o futuro é hoje e aqui… Se eu pudesse, meu amor, se eu pudesse!
 
Ah! meu amor, meu amor! Se eu pudesse mostrar-te que a magia dos dias azuis mora no beiral das nossas manhãs; que os segredos que partilhámos estão guardados na areia que me acaricia os pés; que os beijos trocados penduram-se na árvore do meu coração nas tardes melancólicas deste jardim; que as promessas sinceras passeiam-se ao vento com os véus de incerteza que cobrem os meus ombros nus; e que as juras, as juras, meu amor, foram com as marés da noite em que acordei sem ti.
 
Ah! Se eu pudesse… apontar-te-ia o pássaro que bebeu o orvalho da nossa manhã; contar-te-ia do barco que acabou de aportar, ali mesmo em baixo onde começa o mar; emprestar-te-ia sorrisos colhidos aqui e ali, como quem apanha flores para engalanar a dor que teima em ficar; ler-te-ia uma história que fala de verdade e de abraços (embrulhados em fitas encarnadas) e de mãos dadas e de amor e de felizes para sempre!
 
Ah! Se eu pudesse, meu amor… ah! faria dos meus dias outros dias contigo, querer-te-ia em mim e ficaria em ti, como no para sempre das histórias bonitas onde a verdade e o amor estão sempre de mãos dadas!

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